
O turista perdido pensou que o lobo faminto iria comê-lo vivo: o lobo se aproximou lentamente dele, colocou as patas em seu peito, cheirou seu rosto e pescoço — e então fez isso…

O turista perdido pensou que o lobo faminto iria comê-lo vivo: o lobo se aproximou lentamente dele, colocou as patas em seu peito, cheirou seu rosto e pescoço — e então fez isso…

Ao cair da noite, o turista percebeu, horrorizado, que havia se perdido na vasta floresta. Não havia sinal de celular, seu telefone havia descarregado há muito tempo e os amigos com quem caminhava haviam desaparecido de vista.
Tentou várias vezes encontrar um caminho familiar, mas foi inútil — árvores idênticas, escuridão e nenhum sinal de estrada. Quando suas forças começaram a se esvair, decidiu parar e descansar um pouco.
O sol já havia se posto atrás do horizonte há muito tempo. A floresta estava envolta em frio e silêncio, quebrados apenas pelo estalar de galhos e um rosnado distante.
O ar estava úmido e gelado, seus dedos dormentes e seus dentes batendo de frio. O medo se instalou lentamente — aquele medo pegajoso e paralisante de quando você não sabe para onde ir, o que fazer e tem até medo de gritar porque não tem certeza de quem responderá primeiro — um humano ou um animal.
Ele tropeçou nas raízes até escorregar e cair em um riacho estreito. A água gelada queimou sua pele, suas roupas grudaram no corpo instantaneamente e ele ofegou.
Ele subiu na margem, tremendo de frio, percebendo que não tinha roupas secas e nem forças para continuar. Desabou no chão e soube: era o fim.

Mas naquele momento, um uivo alto ecoou por perto. Estava tão perto que parecia que a criatura estava bem atrás dele. O turista virou a cabeça lentamente e congelou. Atrás dele estava um lobo — enorme, escuro, com pelos brilhantes e olhos brilhando no crepúsculo. Atrás dele, pequenas formas se moviam — filhotes de lobo.
O homem não conseguia pensar em nada melhor do que deitar de costas e se fingir de morto. Ele congelou, tentando não se mexer, não respirar, não olhar. O lobo se aproximou, colocou as patas em seu peito e começou a cheirar seu rosto, pescoço e mãos.
Ele podia sentir seu hálito quente, ouvir seu ronco suave.
— É isso aí… vai me comer vivo, pensou ele.
Mas naquele exato momento, o lobo fez algo completamente inesperado — algo que deixou o homem em choque.
Continua no primeiro comentário.

De repente, o lobo ganiu baixinho, deitou-se ao lado dele e… começou a lamber suas mãos. Depois seu pescoço. Depois seu rosto — como se estivesse verificando se ele ainda estava vivo. Os filhotes se aproximaram e começaram a imitar os movimentos da mãe.
O homem não conseguia acreditar no que via. Permaneceu imóvel enquanto os animais pareciam abraçá-lo, pressionando seus corpos quentes contra o dele. A loba estava deitada ao lado dele, respirando pesadamente, mas calmamente, aquecendo-o com seu corpo.
Ele nem percebeu quando adormeceu de exaustão. O calor do animal se espalhou por seu corpo, o medo desapareceu e ele adormeceu.
Quando acordou de manhã, a luz do sol já atravessava os galhos. O lobo havia sumido. A princípio, ele pensou que tudo o que acontecera durante a noite tivesse sido um sonho ou uma alucinação.
Apenas as pegadas na terra úmida e alguns tufos escuros de pelo o lembravam de que tudo aquilo tinha sido real.


Leave a Reply